Aula virtual de HISTÓRIA geral para alunos da 5ª Serie a o 3º Ano

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana


A Conjuração Baiana
Também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que seus líderes exerciam este ofício), foi um movimento separatista de caráter emancipacionista, ocorrido no ocaso do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), reveste-se de caráter popular.
Sendo a então Capitania da Bahia governada por D. Fernando José de Portugal e Castro (1788-1801), a capitania, Salvador, fervilhava com queixas contra o governo, cuja política elevava os preços das mercadorias mais essenciais, causando a falta de alimentos, chegando o povo a arrombar os açougues, ante a ausência de carne.
O clima de insubordinação contaminou os quartéis, e as ideias nativistas que já haviam animado Minas Gerais, foram amplamente divulgadas, encontrando eco sobretudo nas classes mais humildes.
A todos influenciava o exemplo da independência das Treze Colônias Inglesas, e idéias iluministas, republicanas e emancipacionistas eram difundidas também por uma parte da elite culta, reunida em associações como a Loja Maçônica Cavaleiros da Luz
Os 5 pontos da conjuração baiana eram:
1. Proclamação da República.
2. Diminuição dos Impostos.
3. Abertura dos Portos.
4. Fim do Preconceito.
5. Aumento Salarial.
Os revoltosos pregavam a libertação dos escravos, a instauração de um governo igualitário (onde as pessoas fossem vistas de acordo com a capacidade e merecimento individuais), além da instalação de uma República na Bahia e da liberdade de comércio e o aumento dos salários dos soldados. Tais idéias eram divulgadas sobretudo pelos escritos do soldado Luiz Gonzaga das Virgens e panfletos de Cipriano Barata, médico e filósofo.
Em 12 de Agosto de 1798, o movimento precipitou-se quando alguns de seus membros, distribuindo os panfletos na porta das igrejas e colando-os nas esquinas da cidade, alertaram as autoridades que, de pronto, reagiram, detendo-os. Tal como na Conjuração Mineira, interrogados, acabaram delatando os demais envolvidos.
Um desses panfletos declarava:
"Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais." (in: RUY, Afonso. A primeira revolução social do Brasil.
Durante a fase de repressão, centenas de pessoas foram denunciadas - militares, clérigos, funcionários públicos e pessoas de todas as classes sociais. Destas, quarenta e nove foram detidas, a maioria tendo procurado abjurar a sua participação, buscando demonstrar inocência.
Finalmente, no dia 8 de Novembro de 1799, procedeu-se à execução dos condenados à pena capital, por enforcamento, na seguinte ordem:
1. soldado Lucas Dantas do Amorim Torres;
2. aprendiz de alfaiate Manuel Faustino dos Santos Lira;
3. soldado Luís Gonzaga das Virgens; e
4. mestre alfaiate João de Deus Nascimento.
O quinto condenado à pena capital, o ourives Luís Pires, fugitivo, jamais foi localizado. Pela sentença, todos tiveram os seus nomes e memórias "malditos" até à 3a. geração. Os despojos dos executados foram expostos da seguinte forma:
• a cabeça de Lucas Dantas ficou espetada no Campo do Dique do Desterro;
• a de Manuel Faustino, no Cruzeiro de São Francisco;
• a de João de Deus, na Rua Direita do Palácio (atual Rua Chile); e
• a cabeça e as mãos de Luís Gonzaga ficaram pregadas na forca, levantada na Praça da Piedade, então a principal da cidade.
Esses despojos ficaram à vista, para exemplo da população, por cinco dias, tendo sido recolhidos no dia 13 pela Santa Casa de Misericórdia (instituição responsável pelos cemitérios à época do Brasil Colônia), que os fez sepultar em local desconhecido.
Os demais envolvidos foram condenados à pena de degredo, agravada com a determinação de ser sofrido na costa Ocidental da África, fora dos domínios de Portugal, o que equivalia à morte. Foram eles:
• José de Freitas Sacota e Romão Pinheiro, deixados em Acará, sob domínio holandês;
• Manuel de Santana em Aquito, então domínio dinamarquês;
• Inácio da Silva Pimentel, no Castelo da Mina, sob domínio holandês;
• Luís de França Pires em Cabo Corso;
• José Félix da Costa em Fortaleza do Moura;
• José do Sacramento em Comenda, sob domínio inglês.
Cada um recebeu publicamente 500 chibatadas no Pelourinho, à época no Terreiro de Jesus, e foram depois conduzidos para assistir a execução dos sentenciados à pena capital. A estes degredados acrescentavam-se os nomes de:
• Pedro Leão de Aguilar Pantoja degredado no Presídio de Benguela por 10 anos;
• o escravo Cosme Damião Pereira Bastos, degredado por cinco anos em Angola;
• os escravos Inácio Pires e Manuel José de Vera Cruz, condenados a 500 chibatadas, ficando seus senhores obrigados a vendê-los para fora da Capitania da Bahia;
• José Raimundo Barata de Almeida, degredado para a ilha de Fernando de Noronha;
• os tenentes Hermógenes Francisco de Aguilar Pantoja e José Gomes de Oliveira Borges, permaneceram detidos por seis meses em Salvador;
• Cipriano Barata, detido a 19 de Setembro de 1798, solto em Janeiro de 1800.
Conclusão
O movimento envolveu indivíduos de setores urbanos e marginalizados na produção da riqueza colonial, que se revoltaram contra o sistema que lhes impedia perspectivas de ascensão social. O seu descontentamento voltava-se contra a elevada carga de impostos cobrada pela Coroa portuguesa e contra o sistema escravista colonial, o que tornava as suas reivindicações particularmente perturbadoras para as elites. A revolta resultou em um dos projetos mais radicais do período colonial, propondo idealmente uma nova sociedade igualitária e democrática. Foi barbaramente punida pela Coroa de Portugal. Este movimento, entretanto, deixou profundas marcas na sociedade soteropolitana, a ponto tal que o movimento emancipacionista eclodiu novamente, em 1821, culminando na guerra pela Independência da Bahia, concretizada em 2 de julho de 1823, formando parte da nação que emancipara-se a 7 de setembro do ano anterior, sob império de D. Pedro I.

A Inconfidência Mineira
Ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta de natureza separatista abortada pela Coroa portuguesa em 1789, na então capitania de Minas Gerais, no Estado do Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.
Antecedentes
Na segunda metade do século XVIII a Coroa portuguesa intensificou o seu controle fiscal sobre a sua colônia na América do Sul, proibindo, em 1785, as atividades fabris e artesanais na Colônia e taxando severamente os produtos vindos da Metrópole. Desde 1783 fora nomeado para governador da capitania de Minas Gerais D. Luís da Cunha Meneses, reputado pela sua arbitrariedade e violência. Somando-se a isto, desde o meado do século as jazidas de ouro em Minas Gerais começavam a se esgotar, fato não compreendido pela Coroa, que instituiu a cobrança da "derrama" na região, uma taxação compulsória em que a população de homens-bons deveria completar o que faltasse da cota imposta por lei de 100 arrobas de ouro (1.500 kg) anuais quando esta não era atingida.
A conjuração
O poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga, uma das figuras do movimento.
Estes fatos atingiram expressivamente a classe mais abastada de Minas Gerais (proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares) que, descontentes, começaram a se reunir para conspirar. Entre esses descontentes destacavam-se, entre outros, os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, os coronéis Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes, os padres José da Silva e Oliveira Rolim e Carlos Correia de Toledo e Melo, o cônego Luís Vieira da Silva, o sargento-mor Luís Vaz de Toledo Pisa, o minerador Inácio José de Alvarenga Peixoto e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de "Tiradentes".
A conjuração pretendia eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais e estabelecendo ali um país livre. Não havia a intenção de libertar toda a colônia brasileira, pois naquele momento uma identidade nacional ainda não havia se formado. A forma de governo escolhida foi o estabelecimento de uma República, inspirados pelas ideias iluministas da França e da recente independência norte-americana. Destaque-se que não havia uma intenção clara de libertar os escravos, já que muitos dos participantes do movimento eram detentores dessa mão-de-obra.
Óleo sobre tela de Leopoldino de Faria (1836-1911) retratando a Resposta de Tiradentes à comutação da pena de morte dos Inconfidentes. Essa tela foi encomendada pela Câmara Municipal de Ouro Preto, no final do século XIX, para homenagear Tiradentes, o Mártir da Inconfidência, como passou a ser retratado após à Proclamação da República.
Entre outros locais, as reuniões aconteciam em casa de Cláudio Manuel da Costa e de Tomás Antônio Gonzaga, onde se discutiram os planos e as leis para a nova ordem, tendo sido desenhada a bandeira da nova República, – uma bandeira branca com um triângulo e a expressão latina Libertas Quæ Sera Tamen - , cujo dístico foi aproveitado de parte de um verso da primeira écloga de Virgílio e que os poetas inconfidentes interpretaram como "liberdade ainda que tardia".
O governador da capitania de Minas Gerais, Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, Visconde de Barbacena, estava determinado a lançar a derrama, razão pela qual os conspiradores acertaram que a revolução deveria irromper no dia em que fosse decretado o lançamento da mesma. Esperavam que nesse momento, como apoio do povo descontente e da tropa sublevada, o movimento fosse vitorioso.
A conspiração foi desmantelada em 1789, ano da Revolução Francesa. O movimento foi traído por Joaquim Silvério dos Reis, que fez a denúncia para obter perdão de suas dívidas com a Coroa. O Visconde de Barbacena mandou abrir em junho de 1789 a sua Devassa com base nas denúncias de Silvério dos Reis, nas de Basílio de Brito, Malheiro do Lago, Inácio Correia Pamplona, tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, Francisco Antônio de Oliveira Lopes, Domingos de Abreu Vieira e de Domingos Vidal de Barbosa Laje.
Os réus foram sentenciados pelo crime de "lesa-majestade" nas Ordenações Filipinas, Livro V, título 6, e definidas como "traição contra o rei":
"Lesa-majestade quer dizer traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado, que é tão grave e abominável crime, e que os antigos Sabedores tanto estranharam, que o comparavam à lepra; porque assim como esta enfermidade enche todo o corpo, sem nunca mais se poder curar, e empece ainda aos descendentes de quem a tem, e aos que ele conversam, pelo que é apartado da comunicação da gente: assim o erro de traição condena o que a comete, e empece e infama os que de sua linha descendem, posto que não tenham culpa."[1]
Por igual crime de lesa-majestade, em 1759, no reinado de D. José I de Portugal, a família Távora, no processo dos Távora, havia padecido de morte cruel: tiveram os membros quebrados e foram queimados vivos, mesmo sendo os nobres mais importantes de Portugal. A Rainha Dona Maria I sofria pesadelos devido à cruel execução dos Távoras ordenado por seu pai D. José I e terminou por enlouquecer.
Jornada dos Mártires, por Antônio Parreiras. Retrata a passagem, em Matias Barbosa, dos inconfidentes presos.
Os líderes do movimento foram detidos e enviados para o Rio de Janeiro onde responderam pelo crime de lesa-majestade, materializado em inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Cláudio Manuel da Costa faleceu na prisão, ainda em Vila Rica (hoje Ouro Preto), onde acredita-se que tenha sido assassinado, suspeitando-se, atualmente, que a mando do próprio Governador. Durante o inquérito judicial, todos negaram a sua participação no movimento, menos o alferes Joaquim José da Silva Xavier, que assumiu a responsabilidade de chefia do movimento.
Em 18 de Abril de 1792 foi lida a sentença no Rio de Janeiro. Doze dos inconfidentes foram condenados à morte. Mas, em audiência no dia seguinte, foi lido decreto de D. Maria I pelo qual todos, à exceção de Tiradentes, tiveram a pena comutada para degredo em colônias portuguesas na África.
[editar] Consequências
A Inconfidência Mineira transformou-se em símbolo máximo de resistência para os mineiros, a exemplo da Guerra dos Farrapos para os gaúchos, e da Revolução Constitucionalista de 1932 para os paulistas. A Bandeira idealizada pelos inconfidentes foi adotada pelo estado de Minas Gerais.

43 comentários:

  1. Carlos Eduardo Santos Ferreira

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  2. gostei do texto mais e grande
    jesse e claudenulsson

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  3. esse blog e otimo (Beatriz souza de assis)

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  4. Adorei esse blog ele e otimo para enforma e ensinar adoreiiiiiiiii !!!!!!!!!! (NICOLE LUZ DOS REIS) acy

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  5. o texto e bom









    bom.(jesse alecrim de sousa)

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  6. bom
    andersonnn e cainããããããã

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  7. ze da pedra ñ gostei do texto pq e uma porcaria e grande pra porra ass enrrique

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  8. gostei muito do texto ele nos ensina muitas coisas importante sobre o passado etc...andresa oliveira sousa.

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  9. Ricardo Aguiar Mesquita
    e
    Humberto Beleche de Sousa

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  10. João fala e nois mano

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  11. O documentário é interessante e é legal por passar várias informações que ajuda nas duvidas!
    Danielly Macedo Vieira
    Melissa Silva Matos
    Beijos!

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  12. no conjunto da bahia os alfaiates uma que os seus lideres este oficio foi um movimento ocorrer no século (18) na bahia lucivaldo de souza rodrique kallebe dos santos

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  13. wesley lima/welves lopes18 de fevereiro de 2011 06:12

    Wesley lima/welves lopes

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  14. Nos gostamos do texto ,porque fala muitas coisas interessantes sobre libertar dos escravos...
    (Maria Aline Ferreira lima)
    (RENATA DOS SANTOS)

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  15. joao fala gostei do texto professo me de um ponto

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  16. eu entendi que na revolta dos alfaiates aconteceu um movimento muito grande de caraterentre todas as pessoas.alyne sousa mendes

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  17. Gostei do texto mais eu sou meio mangoloide porque so que estuda no Acy Barros e Mangoloide.

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  18. PARABÉNS PROFESSOR.é aos poucos que começamos mudar nossas metodologias, qualquer coisa me procure .
    CIC.

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  19. Klaudio Khrystyan G. de Castro22 de fevereiro de 2011 09:24

    É legal esse bloq

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  20. Klaudio Khrystyan G. de Castro22 de fevereiro de 2011 09:26

    Blog*

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  21. Iasmyn Benedik e Maria Divina
    E legal e interessante

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  22. gostei muito do texto ele nos ensina muitas coisas

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  23. João Pedro de Sousa Costa22 de fevereiro de 2011 09:32

    Imagina se essas revoltas tivessem tido sucesso.
    Bom, o blog é legal e tem um desing legal, meio spacepunk.

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  24. lucicleia martins da silva

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  25. gostei do texto por que ele fala sobre muitas coisas do passado!!!!!!!!!!!!!!

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  26. isso é uma merda nao consigo entender nada e outra é gigante
    mais amei o desing é maneiro!!!!

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  27. gostei muito do texto. porque ,falam muitas coisas importante.

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  28. eu ainda nao li o texto mais é muito gigante entao prefiro fazer na minha casa
    o ki é isso prof° vc ker deixar a gente doido de tanto copiar??? ;)

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  29. gostei desse blog ele e otimo para enforma e ensinar

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  30. o ki é isso nao pode entrar no orkut nem no msn nem em nada mais isso é muito pody ;( :@
    (-.-")

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  31. esse texto e muito grande como consegue botar um texto tão grande eu não quero morrer tenho que ler em casa não num blog

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  32. deus me livre ñ sei pra ke existe historia cm diz o professor historia é interrogação tem q mudar historia pelo acontecimentos de hj em dia historia da sono d++++ aff

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  33. essa merdaa e muito grandee nem !!!
    só o prof mesmo

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  34. jackeline da silva bitencort!!!!25 de fevereiro de 2011 03:55

    EU ACHEI ESSE TEXTO MUITO LEGAL MAIS MUITO DIFÌCIO...

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  35. larissa wanzeler pargas25 de fevereiro de 2011 03:57

    eu achei o texto muito legal parabens vĉ foi otimo wladimy....
    bjs!!!

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  36. olá prof.
    gostei do texto.
    acy barros(7ª/a)

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